Em uma indústria, uma manutenção pode ser planejada com antecedência, mas também pode surgir de forma inesperada. Em ambos os casos, existe um fator que influencia diretamente a velocidade do atendimento: ter os materiais para manutenção industrial corretos disponíveis.
Um parafuso com especificação inadequada, uma broca desgastada, a falta de um disco de corte ou até mesmo a ausência do EPI necessário podem atrasar uma intervenção que deveria ser simples.
Por esse motivo, empresas que dependem de máquinas, equipamentos, instalações, montagem ou produção precisam olhar para os materiais de manutenção como parte estratégica da operação.
Mais do que comprar produtos quando surge uma necessidade, é importante definir quais suprimentos devem estar disponíveis, como especificá-los e quais itens merecem maior atenção no estoque.
Neste artigo, você vai conhecer os principais materiais utilizados na manutenção industrial e entender como organizar melhor essas compras.
Materiais para manutenção industrial são produtos utilizados para conservar, ajustar, reparar, montar ou substituir componentes de máquinas, equipamentos e instalações.
Muitos deles fazem parte do que o mercado chama de MRO, sigla para Maintenance, Repair and Operations, ou Manutenção, Reparo e Operações.
Diferentemente da matéria-prima utilizada diretamente na fabricação do produto final, os materiais MRO dão suporte à operação.
Parafusos, ferramentas, abrasivos, lubrificantes, brocas, instrumentos de medição e equipamentos de proteção individual são alguns exemplos.
Individualmente, muitos desses produtos possuem baixo custo quando comparados aos equipamentos de uma indústria. Porém, a indisponibilidade de um único item pode impedir a execução de uma manutenção e aumentar consideravelmente o custo de uma parada.
Imagine que uma máquina precise ficar parada para a substituição de determinado componente.
A equipe de manutenção está disponível e o diagnóstico já foi realizado. Porém, durante o serviço, percebe-se que é necessário um parafuso com determinada medida ou uma ferramenta específica que não está disponível.
A manutenção fica interrompida enquanto alguém consulta o almoxarifado, procura fornecedores, solicita cotações, realiza a compra e aguarda a entrega.
Nesse cenário, o valor do parafuso ou da ferramenta deixa de ser o principal custo.
O verdadeiro impacto está no tempo perdido.
Por isso, uma gestão eficiente de manutenção deve considerar também a disponibilidade dos materiais necessários para os serviços mais frequentes e para os equipamentos mais importantes da operação.
Cada empresa possui equipamentos, processos e necessidades diferentes. Ainda assim, algumas categorias aparecem com frequência nas rotinas de manutenção.
Os elementos de fixação estão presentes em praticamente todos os ambientes industriais.
São utilizados em máquinas, estruturas metálicas, equipamentos, painéis, suportes, dispositivos, instalações e diversos outros conjuntos.
Porém, não basta simplesmente manter “parafusos” no estoque.
É importante considerar características como diâmetro, comprimento, tipo de rosca, tipo de cabeça, classe de resistência, material, acabamento e ambiente de aplicação.
Porcas, arruelas, chumbadores e outros sistemas de fixação também devem ser especificados corretamente para trabalhar em conjunto com o restante da montagem.
Manter uma relação das medidas utilizadas com maior frequência pela manutenção facilita a reposição e reduz a possibilidade de improvisações.
Mesmo em operações altamente automatizadas, as ferramentas manuais continuam fazendo parte de praticamente qualquer rotina de manutenção.
Chaves, alicates, soquetes, torquímetros, martelos e diversos outros equipamentos permitem desmontagens, ajustes, apertos e montagens.
Nesse caso, além de escolher uma ferramenta adequada para cada atividade, a empresa deve observar sua qualidade e condição de uso.
Ferramentas desgastadas ou inadequadas podem danificar componentes, dificultar o trabalho e aumentar o risco de acidentes.
Furadeiras, parafusadeiras, esmerilhadeiras e outras máquinas elétricas ajudam a aumentar a produtividade das equipes durante instalações e manutenções.
Na compra para uso profissional, potência ou preço não devem ser os únicos critérios.
É importante analisar frequência de utilização, aplicação, ergonomia, disponibilidade de acessórios, alimentação elétrica ou bateria e compatibilidade com o trabalho que será executado.
Uma ferramenta dimensionada corretamente tende a proporcionar maior produtividade e confiabilidade à equipe.
Brocas, fresas, cossinetes, escareadores, bits e outras ferramentas de corte também são utilizadas em diferentes processos de manutenção, ferramentaria e usinagem.
Cada aplicação exige características específicas.
O material que será trabalhado, o diâmetro necessário, a velocidade de operação e o acabamento esperado influenciam diretamente na escolha.
Utilizar uma ferramenta inadequada pode aumentar o desgaste, prejudicar a qualidade do trabalho e gerar retrabalho.
Discos de corte, discos de desbaste, lixas e outros abrasivos são comuns em serviços envolvendo metais, soldagem, acabamento, preparação de superfícies e manutenção.
A escolha depende principalmente da aplicação e do material que será trabalhado.
Um disco desenvolvido para determinado processo não deve ser automaticamente utilizado em outro apenas porque possui dimensões semelhantes.
Além de afetar o desempenho, o uso incorreto pode representar risco para o operador.
Lubrificantes, desengripantes, adesivos, trava-roscas e outros produtos químicos têm diferentes aplicações dentro da manutenção.
Podem contribuir para reduzir atrito, facilitar desmontagens, proteger componentes, melhorar a fixação ou auxiliar na conservação dos equipamentos.
Porém, também precisam ser escolhidos considerando materiais envolvidos, temperatura, condições ambientais e recomendação da aplicação.
Manutenção industrial também exige precisão.
Paquímetros e outros instrumentos de medição ajudam profissionais a verificar dimensões, peças, folgas e componentes antes da montagem ou substituição.
Uma pequena diferença de medida pode ser suficiente para provocar incompatibilidade entre componentes.
Por isso, medir antes de comprar ou instalar é uma prática simples que pode evitar diversos erros.
A produtividade da manutenção nunca deve estar separada da segurança.
Dependendo do serviço realizado, a equipe pode precisar de luvas, óculos, capacetes e outros equipamentos de proteção individual.
Os EPIs necessários devem ser definidos de acordo com os riscos envolvidos em cada atividade e com as normas aplicáveis.
Além de disponibilizar os equipamentos, a empresa precisa acompanhar suas condições de uso e necessidade de reposição.
Não significa que todos os produtos utilizados pela empresa precisam estar disponíveis em grandes quantidades.
O objetivo é estabelecer prioridades.
O primeiro passo é analisar o histórico de consumo. Materiais utilizados repetidamente pela manutenção são candidatos naturais para um estoque mínimo.
Depois, deve-se avaliar a criticidade.
Um item pouco utilizado pode ser extremamente importante se a sua ausência impedir a manutenção de uma máquina essencial para a produção.
O tempo necessário para conseguir uma reposição também deve entrar nessa análise.
Quanto mais difícil for encontrar determinado produto ou quanto maior for o prazo de entrega, maior deve ser a atenção sobre sua disponibilidade.
Assim, a decisão de estoque precisa considerar frequência de utilização, criticidade, prazo de reposição e impacto da falta do item sobre a operação.
Uma das consequências da falta de materiais adequados é a improvisação.
Quando o componente correto não está disponível e existe pressão para que a máquina volte rapidamente à operação, pode surgir a tentativa de substituir o produto por outro aparentemente semelhante.
Entretanto, dois parafusos visualmente parecidos podem ter resistências diferentes. Brocas de dimensões próximas podem gerar um furo incompatível. Uma ferramenta inadequada pode danificar a cabeça de um fixador.
O mesmo raciocínio vale para abrasivos, lubrificantes e outros suprimentos.
Na manutenção profissional, compatibilidade e especificação são tão importantes quanto disponibilidade.
Outro problema bastante comum em empresas é a solicitação de materiais com informações incompletas.
Pedidos como “parafuso grande”, “broca para aço”, “disco pequeno” ou “aquela mesma porca que compramos anteriormente” deixam margem para erros.
Quanto mais detalhada for a especificação, mais eficiente será o processo de cotação e compra.
Para fixadores, por exemplo, informações como tipo, diâmetro, comprimento, rosca, material e acabamento podem ser importantes.
Uma boa prática é criar um cadastro interno para os itens recorrentes, utilizando uma descrição padrão e, quando possível, código próprio ou referência do fabricante.
Com isso, manutenção, almoxarifado e compras passam a falar a mesma linguagem.
A gestão dos materiais para manutenção industrial não deve ser responsabilidade isolada de um único departamento.
A manutenção conhece a aplicação técnica.
O almoxarifado acompanha movimentação e disponibilidade.
Compras conhece fornecedores, condições comerciais e prazos de fornecimento.
Quando essas informações são compartilhadas, a empresa consegue planejar melhor as aquisições e reduzir compras emergenciais.
Também fica mais fácil identificar itens com consumo recorrente, produtos que estão sendo comprados com descrições diferentes e materiais que poderiam ser padronizados.
Em compras B2B, é natural buscar boas condições comerciais. Entretanto, considerar apenas o preço unitário pode levar a decisões pouco eficientes.
Um produto inadequado pode durar menos, gerar retrabalho ou até causar danos a outros componentes.
Da mesma forma, economizar alguns reais em um item que demora vários dias para chegar pode não fazer sentido quando existe uma máquina esperando pela manutenção.
O custo real precisa considerar qualidade, compatibilidade, disponibilidade, prazo de entrega e impacto sobre a operação.
Por isso, o setor de compras deve analisar o contexto completo antes de tomar uma decisão.
Empresas que possuem grande quantidade de fornecedores também enfrentam custos administrativos.
Cada fornecedor pode significar uma nova cotação, pedido, negociação, cadastro, aprovação, recebimento e documento fiscal.
Quando existe a possibilidade de adquirir diferentes categorias de suprimentos industriais com um mesmo fornecedor, o processo pode se tornar mais simples.
Parafusos, sistemas de fixação, ferramentas manuais e elétricas, abrasivos, itens para usinagem, instrumentos de medição, EPIs, lubrificantes e produtos químicos são exemplos de materiais que aparecem com frequência nas rotinas de manutenção.
Concentrar parte dessas necessidades pode facilitar a comunicação e reduzir o tempo dedicado às compras de menor valor individual.
O primeiro passo é entender exatamente o que a operação utiliza.
Analise o histórico de manutenção, identifique os materiais recorrentes, verifique quais equipamentos são críticos e organize as especificações.
Depois, estabeleça estoques mínimos para os itens mais importantes e revise periodicamente seu consumo.
Também procure trabalhar com fornecedores capazes de atender diferentes necessidades da empresa e orientar sobre as especificações dos produtos.
Esse conjunto de ações ajuda a transformar uma atividade que normalmente acontece de forma reativa em um processo mais organizado.
Para empresas localizadas em São Bernardo do Campo, ABC Paulista, São Paulo e região, contar com acesso a uma ampla variedade de materiais industriais pode facilitar tanto as compras planejadas quanto as necessidades de reposição.
A VJ Parafusos trabalha com parafusos, sistemas de fixação, ferramentas manuais, ferramentas elétricas, ferramentas para usinagem, abrasivos, EPIs, instrumentos de medição e outros suprimentos utilizados por empresas e profissionais.
Além da variedade, contar com atendimento especializado ajuda o comprador a identificar o produto adequado antes de concluir a aquisição.
Materiais para manutenção industrial podem representar uma pequena parcela do valor de uma máquina, mas exercem grande influência sobre sua disponibilidade.
A falta de um parafuso, uma ferramenta, uma broca ou outro suprimento pode transformar uma intervenção simples em horas de espera.
Por isso, empresas devem planejar suas necessidades, organizar as especificações, identificar itens críticos e manter um processo eficiente de reposição.
Se sua empresa precisa comprar parafusos, ferramentas, sistemas de fixação, abrasivos, EPIs ou outros suprimentos industriais, entre em contato com a VJ Parafusos e solicite um orçamento.
Tenha mais variedade, agilidade e segurança para abastecer a manutenção da sua empresa.