No dia a dia, muitas pessoas acreditam que, ao apertar um parafuso “com toda a força possível”, estarão garantindo mais firmeza e segurança na fixação. Essa ideia, no entanto, é um mito perigoso — tanto para a integridade da peça quanto para a eficiência do trabalho.
Neste artigo, vamos explicar por que o excesso de força não é sinônimo de qualidade, os riscos que ele traz e qual a forma correta de apertar um parafuso.
Parafusos são projetados para trabalhar dentro de uma faixa específica de torque (força de aperto). Quando você ultrapassa esse limite:
A rosca pode espanar, perdendo a capacidade de fixação.
O parafuso pode se deformar ou até quebrar.
A peça fixada pode sofrer danos irreversíveis, como trincas em metais ou fissuras em madeiras e plásticos.
Ou seja, em vez de aumentar a segurança, você corre o risco de comprometer toda a estrutura.
O excesso de aperto pode causar fadiga no material, reduzindo a vida útil do parafuso e da superfície onde ele é aplicado. Muitas vezes, o problema não aparece na hora, mas depois de algum tempo — quando a fixação começa a falhar sem aviso.
Além disso, apertar com força exagerada também aumenta o atrito desnecessário entre as roscas, acelerando o desgaste.
Outro ponto pouco comentado é a ineficiência. Apertar um parafuso com força desmedida consome mais energia, causa desconforto físico e, em aplicações profissionais, pode gerar retrabalho e custos extras com substituição de peças danificadas.
A melhor forma de garantir segurança e eficiência é seguir a recomendação de torque ideal para cada tipo de parafuso e material. Para isso, ferramentas como:
Torquímetros (chaves de torque)
Parafusadeiras com regulagem de torque
Manuais técnicos dos fabricantes
são aliados indispensáveis.
O mito da “força total” deve ser abandonado de vez. Em vez de confiar na força bruta, opte pela precisão. Ao respeitar o torque correto, você aumenta a vida útil das peças, melhora a segurança e garante um trabalho profissional e eficiente.